
Um dia eu olhei pela minha janela e me veio à mente o quanto as pessoas são más.
É fácil se ver pessoas machucadas, pessoas frustradas, marcadas...
Parece que pessoas assim recebem uma marca, uma cicatriz pra que, onde quer que vão, nunca sejam respeitadas, amadas, ou mesmo entendidas.
A chuva lá fora parecia lágrimas. Uma pequena porção de todas aquelas derramadas por todos que recebem essa marca.
Dói. Dói muito.
Mas feliz, ou infelizmente, as pessoas se adaptam à dor, aprendem a amar, mesmo que doendo, àqueles que abriram a ferida no seu peito. Elas aprendem a se conformar com a opinião alheia, passam a concordar, a vivenciar a ferida, a deixar o rótulo ser colado onde não havia mácula alguma.
A minha história se parecia com aquela chuva, com aquelas lágrimas. Enquanto acontece, a chuva não parece parar, assim como a dor. Mas ela sempre passa, sempre. E sempre volta, sempre. Mas as lágrima trazem frutos, bons ou ruins, mas trazem, assim como a chuva. Quando não se quer pensar na chuva, é só fazer outra atividade, assim como na dor. Cantar, dançar, escrever. Ás vezes ajuda quando a dor não é tão forte, assim como a chuva. De qualquer modo, a paciência sempre ajuda.
A vida geralmente não é justa com ninguém. Mas eu espero que alguém, que entende o que eu digo, possa ler isso e entender que não é o único.
Independente da neblina que te cerca, você deve sempre seguir em frente. E talvez você ajude algum dos que te derrubaram a se levantar.
Devemos ser a mudança que queremos ver.
Não sinta, seja.
Por: Neemias Melo